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sábado, 24 de março de 2012
terça-feira, 20 de abril de 2010
INICIANDO-SE NO CANTO
M.M.SWANG
Entendendo o Canto: Para o canto, como no estudo de um instrumento, estudaremos musicalização e técnica.
Musicalização - trabalhamos a percepção, ouvindo, reconhecendo e repetindo o som na sua exatidão, através das escalas, tríades e tétrades maiores e menores, notas isoladas;para isso você vai precisar da ajuda de um instrumento, de preferência um piano, teclado ou violão. Nesse processo você vai descobrir a sua tessitura vocal, que é desde a nota mais grave até a mais aguda que sua voz alcança, e dentro dela, o registro médio, que é aquela região onde sua voz fica mais firme e bonita. Descoberto e firmado esse registro através de exercícios, vai ficar mais fácil você colocar as canções que e gosta nos tons mais adequados à sua voz.
Técnica: o som da nossa voz é resultado da vibração do ar nas pregas vocais, no ato da expiração. Esse trabalho conta com o apoio do músculo diafragma, fundamental para o canto. Quando não usamos esse músculo da maneira adequada, colocamos muita força na garganta, produzindo um som "seco", sem brilho, gritado, o que pode causar rouquidão, cansaço e machucar as pregas vocais. A respiração deve ser mista, isto é, pelo nariz na introdução e intervalos maiores das canções, e pela boca entre as frases com intervalos curtos. O nariz filtra e aquece o ar, mas só quando há tempo suficiente respiramos por ele para cantar, pois precisamos de uma boa quantidade de ar e no tempo curto entre as frases é melhor respirarmos pela boca. Também precisamos trabalhar a articulação das palavras, a abertura de boca para evitar o som muito anasalado, e a ressonância do som na nossa "caixa acústica", a boca, faringe, fossas nasais e cavidades da cabeça.
O terceiro fator - esse independe do professor, pois é o fator emocional. A laringe, que contém as pregas vocais, é um filtro para as nossas emoções. Se você tem bloqueios, inseguranças, nervosismo (o que pode acontecer com qualquer um, profissional ou não), já deve ter sentido uma espécie de "garra" na garganta, principalmente nos sons agudos, algo que nos impede de cantar como queremos. Os exercícios ajudam bastante a dar segurança, mas as emoções precisam ser trabalhadas para o som fluir tranqüilo e afinado.
Então, para cantar bem, precisamos:
- Entoar o som na sua exatidão
- Respirar bem e sempre entre as frases
- Apoiar a saída do ar com o diafragma
- Articular bem as palavras
- Manter o som ressoando na nossa "caixa de som"
Vamos ver isso aos poucos, mas para começar você pode verificar como está trabalhando com o músculo diafragma, fazendo o seguinte exercício:
O diafragma fica sob o pulmão, é um músculo elástico, que quando você inspira ele abaixa, projetando o abdômen à frente. Quando você expira ele vai subindo, contraindo a base do pulmão, expulsando o ar. Como aprendemos a respirar errado, estufando o peito e encolhendo a barriga, ele fica sem firmeza. Vamos então fazer um exercício para reativá-lo e reforçá-lo.
Expansão - Sentado(a), coluna reta, inspire bruscamente pelo nariz, deixando expandir o abdomen, SEM ESTUFAR O PEITO; expire logo em seguida pela boca suavemente, retraindo o abdomen. Faça-o 15 vezes seguidas, todos os dias. Se sentir tontura, pare uns segundos e recomece, é normal. Não exagere, 15 vezes está bem, o que importa é a qualidade e a constância. Esse exercício é para dar agilidade e firmeza ao músculo, mas para cantar o uso é diferente, o que veremos na próxima aula, além dos outros assuntos acima.
HIGIENE VOCAL
M. M.Zwarg
Alguns cuidados são necessários para manter a voz em bom estado, principalmente para quem a usa profissionalmente:O que evitar:
- A fumaça quente do cigarro agride todo o sistema respiratório e, principalmente, as pregas vocais causando irritação, pigarro, tosse, edema, aumento de secreção e infecções; a fumaça agride diretamente a mucosa que protege as pregas, aumentando o muco e provocando pigarro, favorecendo irritação e alteração na voz.
- O álcool causa irritação semelhante à produzida pelo cigarro; embora a pessoa que ingere álcool sinta-se mais solta, há uma leve anestesia na faringe, e pode-se abusar da voz sem que se perceba. Quando passa o efeito, pode-se sentir ardor, queimação e voz rouca e fraca.
- As drogas inalatórias ou injetáveis tem ação direta sobre a laringe e a voz, podem alterar a mucosa e causar lesões no septo nasal.
- Se você sofre de problemas nas vias respiratórias, evite umidade, mofo, poeira, agasalhos de lã, perfumes, inseticidas, desinfetantes, tintas frescas e tudo que possa desencadear suas crises.
- Bebidas geladas ou quentes agridem o muco, se não dá para evitá-las deixe ums segundos na boca antes de engolir; café altera o sistemanervoso e agride o muco pelo calor; leite e chocolate aderem ao muco; balas, pastilhas e sprays podem mascarar a dor do esforço vocal, prejudicando as mucosas.
- Roupas apertadas na cintura e no pescoço impedem a livre movimentação do diafragma e da laringe. Pigarrear e tossir com frequência contribui para alterações nas pregas vocais, pelo atrito. Melhor inspirar e engolir a saliva, tomar água e fazer gargarejos para limpar a garganta.
- Mudanças bruscas de temperatura e o ar condicionado, favorecem alterações na mucosa.
- O que podemos fazer:
- Tomar água na temperatura ambiente antes, durante e depois da apresentação, para repormos os sais perdidos pelo esforço e hidratarmos as pregas vocais.
- A maçã é excelente para a voz, auxilia a limpeza da boca e da faringe; suco de laranja auxilia a absorção do excesso de secreção. No caso de garganta irritada, gargarejos de água morna com sal, meio copo para uma colher de café ou de água morna com tintura de própolis, meio copo para dez gotas ajudam bastante. Cristais de gengibre auxiliam, mas em excesso agridem.
- Fazer relaxamento, alongamento e aquecimento do corpo e pregas vocais antes de cada apresentação, por quinze, vinte minutos ou meia hora, o mais próximo possível da hora de cantar.
- Ingerir comidas protéicas e leves, como massas, que digerem rápido, ao menos uma hora e meia antes de cantar, temos alto gasto energético no palco, e precisamos dessa energia. Cantar de barriga vazia cansa e de barriga cheia atrapalha a movimentação do diafragma.
- Dormir bem, pois a voz necesita de energia e do corpo descansado.
- Caminhar e nadar são os melhores exercícios para quem canta, pois trabalham de forma geral a musculatura e respiração. OBS: sentindo alterações na voz por período prolongado ou muita frequência, procure um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista.
RESSONÂNCIA DA VOZ
M.M.Zwarg
Colocação do ar nas cavidades de ressonância: O ar vibra e se coloca de forma diversificada nas cavidades de ressonância, conforme os tons sejam graves, médios e agudos.
Nos graves, o ar sai dos pulmões e vibra na parte anterior do céu da boca, e um pequeno filete vibra nas fossas nasais. O movimento é maior pra fora.
Nos médios, o ar divide-se igualmente para as fossas nasais e o céu da boca, vibrando com mais intensidade na parte posterior deste. O movimento é para dentro e para fora.
Nos agudos, o ar vibra nas cavidades da cabeça, seios paranasais, nariz e seio frontal. O movimento é mais para dentro. É a chamada "voz de cabeça" ou falsete.
Timbre, Intensidade e Altura:
Timbre é a qualidade vocal, aquilo que caracteriza uma voz conferindo-lhe personalidade, diferenciando-a das demais. Não há timbres iguais, apenas semelhantes; é a identidade vocal.
Intensidade é a qualidade que diferencia a voz forte da voz fraca e depende da amplitude de vibração das cordas vocais, da emoção e vontade de quem canta.
Altura é a qualidade que diferencia a voz grave da aguda. A altura da voz depende da extensão e espessura, ou massa das cordas vocais.
Para exercitar as cordas vocais e perceber sua ressonância, faça vocalizações, cante pequenas frases com vogais ou Larará, como voce quizer, explorando os graves, médios e agudos de sua voz, respirando bem e apoiando como o diafragma, com o abdomen retraindo devagarinho. Faça-o concentradamente para perceber a ressonância do som nas cavidades como na figura dada. Se voce conhece música, pode trabalhar com as escalas, cantar as notas dos acordes maiores e menores indo e voltando, acordes com 7M, 7, 6, 5#, 4 , 4#, é um ótimo exercício para afinação, toque as notas seguidas dos acordes e as repita.
DICÇÃO E CONTROLE DE AR
M. M. Zwarg
Alguns exercícios ajudam a termos a percepção de como podemos controlar o ar na hora do canto, pois muitas vezes jogamos muito ar fora logo na primeira palavra, aí não conseguimos acabar a frase ou desafinamos. Confira alguns abaixo:Bexiga de ar: Inspirar enchendo todo o pulmão, sem estufar o peito, encher de uma vez só uma bexiga de ar e vedar a saída com o indicador e o polegar. Inspirar de mesma maneira e soltar o ar devagar, em sopro, controlando a saída, ao mesmo tempo em que solta o da bexiga com os dedos. Devem acabar juntos, o seu ar e o da bexiga. No começo é difícil, mas é um ótimo exercício de percepção. Depois tente controlar o ar com as frases longas das canções.
Vela: Acender uma vela, posicioná-la a um palmo da boca; inspirar como acima e soltar o ar, como em sopro, controlando a saída retraindo o abdômen devagar, sobre a chama da vela, sem apagá-la. Procurar manter a chama sempre dançando da mesma maneira, se ela diminuir muito ou apagar, você soprou muito forte, se ela ficou ereta, seu ar falhou.
Frequência dos exercícios: três vezes cada, três vezes na semana.
Dicção: A boa dicção é muito importante para o canto, pois se você não articula bem as palavras, fica difícil de se entender o que você está dizendo, e se não abre a boca o suficiente, a voz sai anasalada. Um exercício fácil é cantar exagerando na articulação, ou ler textos exagerando, abrindo mais a boca do que necessário, pra que ganhe mais abertura.
Você pode também cantar os vocalises articulando bem as vogais e consoantes, usando sílabas como:
TRA, TRE, TRI, TRO, TRU
BLA, BLE, BLI...
LARA, LERA...
VINE...VIVIU
AU...AI...AÊ...ÓI
NAU...NOIM...
enfim, invente e articule!
Um bom exercício para "amaciar" e relaxar a boca é fazer uma mastigação de boca fechada e depois aberta, fazendo muita careta, com som de "humm".
2a. voz: A segunda voz é uma mesma frase da canção cantada com notas diferentes da primeira. A mais comum é quando você canta as mesmas notas da primeira frase uma terça acima ou abaixo, ou uma quinta. Muita gente tem essa percepção natural e faz isso sem nunca ter estudado música, mas isso não deve se constituir uma regra. A 2a. voz é qualquer frase cantada com notas diferentes da primeira, mas que soe bonito, harmônico, que combine.
Você pode treinar isso escolhendo canções de algum cantor ou cantora cuja voz se aproxime da sua na extensão vocal, ou seja, que você consiga cantar junto sem fazer muito esforço, então você ao invés de cantar na mesma altura, com as mesmas notas, vá tentando fazer diferente, cantando mais grave ou mais agudo um pouco, procure gravar e ouça com atenção prá ver se soa harmônico, se está combinando.
Trêmulo: O trêmulo, aquela tremidinha no final das frases que alguns cantores fazem, na minha concepção é um recurso natural, da personalidade de cada um, eu desconheço técnica para isso.Se você der uns soquinhos na barriga a voz treme, mas não é natural.
SAÚDE VOCAL
Rosane da Silva
A utilização da voz humana como forma principal ou exclusiva de trabalho categoriza as profissões em dois grandes grupos: vocais e não-vocais. As áreas da comunicação e artes, em especial os locutores, cantores e atores fazem parte do grupo dos profissionais vocais. Para estes a voz é seu principal instrumento de trabalho, embora nem sempre eles tenham consciência disso. É importante ressaltar que para ser um bom profissional desta área é fundamental cuidar bem da voz, mantendo saúde e estética vocal. Para tanto deve-se buscar a orientação e acompanhamento vocal com profissionais habilitados, pois a manutenção saudável e estética da voz garantem a estes permanência no mercado de trabalho.
Hoje, na era da comunicação, já é mito afirmarmos que somente os vocalmente "bem-dotados" podem exercer profissões vocais. As práticas fonoaudiológicas, legalmente reconhecidas na área da saúde, auxiliam no desenvolvimento do potencial vocal saudável sem recursos medicamentosos ou cirúrgicos. Apesar disso, o desconhecimento da higiene vocal tem levado muitos a manifestarem doenças laríngeas leves, e as freqüentes repetições destas afecções chegam até mesmo à agravamentos que culminam em tratamentos cirúrgicos.
O alto índice de alterações vocais nos profissionais da voz tem merecido especial atenção dos fonoaudiólogos, pois a utilização da voz inadequada, resulta em uso abusivo do aparelho fonador. A exposição aos fatores nocivos como falar/cantar prolongadamente em ambientes ruidosos, sem tratamento acústico apropriado, ou mesmo o inocente hábito de pigarrear bruscamente, sempre antes do ato da fala, deixam o falante mais vulnerável. Alguns profissionais utilizam erradamente como prevenção aos problemas vocais pastilhas, conhaques, gengibre, sprays, entre outros. É ainda muito comum encontrarmos locutores, atores e cantores dedicando grande parte do seu tempo em ensaios e preparos de leituras, sem contudo investir igual atenção na forma saudável de apresentá-las.
É preciso conhecer e desenvolver medidas preventivas, mudando pequenos hábitos e comportamentos no nosso cotidiano, não apenas quando a rouquidão aparece. Alguns cuidados básicos devem ser observados, como:
1- disciplinar os horários de trabalho para que haja repouso vocal após cada apresentação;
2- hidratar-se com 7 à 8 copos de água por dia;
3- evitar a ingestão de drogas inalatórias ou injetáveis que têm ação direta sobre o laringe e a voz, além de alterações cardiovasculares e neurológicas.
4- evitar o uso do fumo, inclusive da maconha, pois a aspiração provoca um super aquecimento no trato vocal deixando a voz mais grave (grossa);
5- utilizar roupas leves que permitam a livre movimentação do corpo, principalmente na região do pescoço e cintura, onde estão situados a laringe e o músculo diafragma;
6- evitar a ingestão de refrigerantes, comidas gordurosas ou condimentadas, pois estes produzem gases e refluxo gastroesofágico prejudicando os movimentos respiratórios, além de lesar a mucosa;
7- evitar as mudanças bruscas de temperatura no ar ou líquido;
8- realizar exercícios de relaxamento regularmente, liberando a tensão corporal evitando a produção vocal com esforço e tensão;
9- realizar avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas.
10- manter a melhor postura da cabeça e do corpo durante a fala ou canto.
O melhor seguro que os profissionais vocais podem fazer para preservar seu instrumento de trabalho é manter a saúde vocal.
AFINAÇÃO
M. Lobo
Algumas pessoas, quando estão interessadas em fazer aulas de canto, geralmente perguntam se é possível que alguém que seja desafinado aprenda a cantar. Eu acredito que existam pessoas que são agraciadas com o presente da música logo ao nascer , já nascem com talento musical. Mas, se essas pessoas passarem a vida toda sem nenhum estímulo musical , elas nunca saberão que possuem esse talento musical. Por isso , eu creio que a principal arma para aprender cantar afinado é aprender a ouvir. Isso mesmo , ouvir. A maior parte daquelas pessoas que se dizem desafinadas, tem dificuldade em ouvir a si mesmas e ouvir os outros. Mas, afinal, o que é cantar afinado?
Podemos dizer que um cantor é afinado quando ele reproduz as notas propostas da maneira certa . Nossas cordas vocais produzem a voz, que por sua vez produzem as ondas sonoras. O som é formado por vibrações e possui uma certa freqüência (quantidade de vibrações por segundo).
Existe um padrão de afinação ocidental pelo qual afina-se o lá em 440 Hz (Hz =vibrações por segundo).
Podemos definir então que cantar afinado é reproduzir a mesma freqüência que foi proposta numa melodia , seja ela cantada ou tocada . Daí a grande importância de aprender a ouvir. Mas como posso saber se não tenho nenhum problema de audição? Existem alguns "sintomas" que podem ser observados:
- Sempre pedir para que o outro repita : " O que você disse? ";
- Assistir TV ou ouvir o rádio num volume muito alto;
- Não conseguir identificar uma fonte sonora , isto é, não conseguir descobrir de qual direção está vindo o som;
- Falar sempre num volume muito alto ou então muito baixo
Por isso é recomendável àquelas pessoas que percebam alguma dificuldade fazer uma audiometria que é um exame de audição para se certificar de que está tudo certo.
DICAS PARA UMA BOA VOZ
Aqui estão selecionadas algumas pequenas dicas, a serem colocadas em prática , antes, durante e após a apresentação vocal. Talvez algumas delas, não retratem o ponto de vista de outros colegas, e podem também, divergirem de pessoa para pessoa, de acordo com o organismo de cada um. Entretanto, procurei adaptar aquilo que mais se enquadra no "cantar" bem, norteado por amigos profissionais experientes e também, claro, por mim mesmo. Muito bem, vamos a elas...
• Procure cantar sempre em pé, com postura ereta. Evite roupas apertadas.
• Postura ereta, neste caso, não significa rigidez, mas sim, prontidão. Prontidão à respostas imediatas do organismo, exigidas para uma boa vocalização.
• Relaxe a musculatura do corpo, principalmente a do tronco. • Através de exercícios técnicos, um aquecimento vocal é sempre fundamental antes de cada apresentação.
• Após a apresentação, faça repouso vocal.
• No canto, a hidratação da mucosa é de fundamental importância. Procure tomar pelo menos dois litros de água por dia.
• Procure ter ciência do que vai cantar. Isso evitará frustrações por medo, timidez, ansiedade, etc.. No caso de uma melodia nova, procure estudar o texto em "off ", (sem acompanhamento), isso lhe trará maior segurança posterior.
• Com o microfone, é muito importante ouvir sua própria voz, one. Se sentir que o acompanhamento está lhe incomodando, não hesite em pedir para aumentar o volume, ou pedir para abaixar a "cozinha", (acompanhamento).
• Aprenda a reconhecer sua voz, novos timbres, tessituras ( tons graves, médios e agudos), partes ressonantes da máscara facial. É importante você monitorar sua voz, constantemente.
• Procure não comer em excesso momentos antes das aulas, e beba água sem gelo durante o aprendizado.
• Atenção às comidas super-condimentadas e gordurosas. Não fazem bem para a mucosa e prejudicam o sistema respiratório.
• É relevante o hábito de exercícios de relaxamento, procurando evitar uma apresentação sob tensão e esforço.
• Não é bem vista a auto-medicação via nasal. Procure antes um especialista.
• Abomine o uso de bebidas alcoólicas, drogas e fumo, dando ênfase especial à maconha, cuja aspiração provoca super-aquecimento no complexo vocal, tornando a voz mais grave.
• Não exagere na ingestão de bebidas quentes em excesso, (chá, café, chocolate, etc..).
• Cuidado com mudanças bruscas de temperatura, seja por ingestão de líquidos ou fatores climáticos. Fuja do contato próximo a ares-condicionados e ventiladores. Se não for possível, aumente a ingestão de água à temperatura ambiente.
• Nada de esforços vocais desnecessários, como gritar e falar alto. Evite falar demais ao telefone.
• Ao falar, não force sua tessitura vocal (tons agudos ou graves). Fale no seu tom normal de voz. Por falar nisso, exija de seu professor para acompanhar no seu tom de voz mais adequado. Ele que se vire se cair em bemóis ou sustenidos, (teclas pretas).
• Mantenha a concentração durante as aulas. Lembre-se de que sua voz é um instrumento que toca através do seu metabolismo, do seu espírito, da sua alma.
• Esqueça os problemas extra-aula. Certifique-se de que você necessita de total relaxamento e concentração durante esse período.
• Procure, pelo menos uma vez ao ano, visitar um otorrino para uma avaliação médica.
• Alimentos pesados antes de dormir irritam as pregas vocais. • Dormir bem é de fundamental importância.
• Não cante estressado.
• É extremamente prejudicial cantar exaustivamente em ambientes de muito barulho, ou sem tratamento acústico adequado.
• Evite cantar se não estiver bem de saúde.
• Até hoje, não ficou cientificamente provado o uso de sprays, gengibre, conhaque, pastilhas, alho na manteiga, cebola crua, limão com mel, rapadura do Egito, e outras misturas milagrosas, como prevenção aos distúrbios vocais. Respeito a opinião de colegas, mas na minha ótica, é tudo uma questão de auto-sugestão, ou seja, se você por na cabeça que essas poções lhe farão bem, vá em frente, mas deixe seu clínico geral de sobreaviso.
• Adquira seu próprio microfone. Uma questão de identificação.
• Procure cantar sempre em pé, com postura ereta. Evite roupas apertadas.
• Postura ereta, neste caso, não significa rigidez, mas sim, prontidão. Prontidão à respostas imediatas do organismo, exigidas para uma boa vocalização.
• Relaxe a musculatura do corpo, principalmente a do tronco. • Através de exercícios técnicos, um aquecimento vocal é sempre fundamental antes de cada apresentação.
• Após a apresentação, faça repouso vocal.
• No canto, a hidratação da mucosa é de fundamental importância. Procure tomar pelo menos dois litros de água por dia.
• Procure ter ciência do que vai cantar. Isso evitará frustrações por medo, timidez, ansiedade, etc.. No caso de uma melodia nova, procure estudar o texto em "off ", (sem acompanhamento), isso lhe trará maior segurança posterior.
• Com o microfone, é muito importante ouvir sua própria voz, one. Se sentir que o acompanhamento está lhe incomodando, não hesite em pedir para aumentar o volume, ou pedir para abaixar a "cozinha", (acompanhamento).
• Aprenda a reconhecer sua voz, novos timbres, tessituras ( tons graves, médios e agudos), partes ressonantes da máscara facial. É importante você monitorar sua voz, constantemente.
• Procure não comer em excesso momentos antes das aulas, e beba água sem gelo durante o aprendizado.
• Atenção às comidas super-condimentadas e gordurosas. Não fazem bem para a mucosa e prejudicam o sistema respiratório.
• É relevante o hábito de exercícios de relaxamento, procurando evitar uma apresentação sob tensão e esforço.
• Não é bem vista a auto-medicação via nasal. Procure antes um especialista.
• Abomine o uso de bebidas alcoólicas, drogas e fumo, dando ênfase especial à maconha, cuja aspiração provoca super-aquecimento no complexo vocal, tornando a voz mais grave.
• Não exagere na ingestão de bebidas quentes em excesso, (chá, café, chocolate, etc..).
• Cuidado com mudanças bruscas de temperatura, seja por ingestão de líquidos ou fatores climáticos. Fuja do contato próximo a ares-condicionados e ventiladores. Se não for possível, aumente a ingestão de água à temperatura ambiente.
• Nada de esforços vocais desnecessários, como gritar e falar alto. Evite falar demais ao telefone.
• Ao falar, não force sua tessitura vocal (tons agudos ou graves). Fale no seu tom normal de voz. Por falar nisso, exija de seu professor para acompanhar no seu tom de voz mais adequado. Ele que se vire se cair em bemóis ou sustenidos, (teclas pretas).
• Mantenha a concentração durante as aulas. Lembre-se de que sua voz é um instrumento que toca através do seu metabolismo, do seu espírito, da sua alma.
• Esqueça os problemas extra-aula. Certifique-se de que você necessita de total relaxamento e concentração durante esse período.
• Procure, pelo menos uma vez ao ano, visitar um otorrino para uma avaliação médica.
• Alimentos pesados antes de dormir irritam as pregas vocais. • Dormir bem é de fundamental importância.
• Não cante estressado.
• É extremamente prejudicial cantar exaustivamente em ambientes de muito barulho, ou sem tratamento acústico adequado.
• Evite cantar se não estiver bem de saúde.
• Até hoje, não ficou cientificamente provado o uso de sprays, gengibre, conhaque, pastilhas, alho na manteiga, cebola crua, limão com mel, rapadura do Egito, e outras misturas milagrosas, como prevenção aos distúrbios vocais. Respeito a opinião de colegas, mas na minha ótica, é tudo uma questão de auto-sugestão, ou seja, se você por na cabeça que essas poções lhe farão bem, vá em frente, mas deixe seu clínico geral de sobreaviso.
• Adquira seu próprio microfone. Uma questão de identificação.
ASPÉCTO ANATÔMICA E FISIOLÓGICOS
B. A. Dutra
A voz na verdade é produzida através de um fluxo aéreo expiratório decorrente dos pulmões. Esse mesmo fluxo alcança a laringe (órgão localizado na região do pescoço, responsável pela passagem do ar inspirado e expirado), é na laringe que encontramos as pregas vocais, uma vez esse fluxo expiratório em contato com a mucosa das pregas vocais as impulsiona a vibrar, produzindo o tom fundamental. O que acontece é que o tom fundamental é inaudível aos ouvidos humanos, esse tom será transmitido aos focos de ressonância (cavidade nasal, cavidade oral, naso faringe, hipofaringe, orofaginge) onde ganhará capacidade de ser percebido pelas pessoas. Parece complicado, não é? Para que você consiga compreender melhor esse mecanismo, faça o seguinte exercício:
1- Repita essa frase com a mão na região do pescoço: O avião arrasta no Céu.- Repare que percebe-se uma pequena vibração nessa região.
2- Agora emita o som /ssssssssss/ , e repare que não ocorre vibração.
Percebeu? Isso acontece por haver ou não vibração das mucosas das pregas vocais. No ex. 1 houve vibração, já no 2º não ocorreu.
Tenha sempre noção de como sua voz é produzida, para que melhor possa utiliza-la.
CLASSIFICAÇÃO VOCAL
Na ópera, não temos somente um tipo/tom de voz para cantores, mas vários deles, que vão das tonalidades mais agudas até as mais graves. Descrevo abaixo os tipos que são atualmente utilizadas nas representações:
Vozes Femininas:
• Soprano: É a voz mais aguda por parte das mulheres. Muitas óperas tem o nome da própria soprano como título (Ex.: Tosca, Madame Butterfly, Manon Lescaut, Turandot...). Segundo alguns amantes da Ópera, existem dois tipos de sopranos: aquelas no qual o timbre de sua voz, de tão melodiosa e suave, confunde-se com a própria música da orquestra, e aquelas que são tão soltas, fortes e indomáveis que acabam por levar a platéia ao delírio, em interpretações que se tornam históricas (este era o caso de Maria Callas).
• Mezzo-Soprano: É como uma soprano, mas possui um tom de voz levemente mais grave do que a mesma. Pode representar diversos papéis dentro de uma Ópera, como irmã, amiga, ou às vezes até inimiga ou rival da soprano. Uma das mais mais famosas mezzo-sopranos do século é a espanhola Tereza Berganza. Ela inclusive apresentou-se em 1992, na abertura dos jogos olímpicos de Barcelona, juntamente com Plácido Domingo (Tenor), José Carreras (Tenor), Giácomo Arragal (Tenor), Juan Pons (Baixo) e Monserrat Caballé (Soprano).
• Contralto: É a voz feminina mais grave da ópera. Geralmente ocupam papéis de mulheres mais velhas (como é o caso do baixo para os homens), que exige maior imponência. Se houver, na Ópera, alguma matriarca, provavelmente será uma Contralto.
Vozes Masculinas:
• Tenor: É a voz mais aguda por parte dos homens. Os papéis de maior importância, com raríssimas exceções, sempre são destinados à eles, que em conjunto com as sopranos, formam os protagonistas da História. (Ex.: Calaf, Rodolfo, Otello, Nemorino...)
• Barítono: É uma voz intermediária entre o Tenor e o Baixo. Os Barítonos são, na maioria das vezes, os vilões da História (Quem não se lembra do “Barão Scarpia”). Tem voz mais macia que a do tenor, porém mais imponente, quando necessário. E sempre disputa a amada com o Tenor.
• Baixo: É a voz com tonalidade mais grave da Ópera, atingindo certas vezes tons muito abaixo dos tenores ou até mesmo dos barítonos. Por possuir estas características, os papéis que melhor se encaixam são os de Pai, nobre e generais, pois transmitem muito peso.
Vozes Femininas:
• Soprano: É a voz mais aguda por parte das mulheres. Muitas óperas tem o nome da própria soprano como título (Ex.: Tosca, Madame Butterfly, Manon Lescaut, Turandot...). Segundo alguns amantes da Ópera, existem dois tipos de sopranos: aquelas no qual o timbre de sua voz, de tão melodiosa e suave, confunde-se com a própria música da orquestra, e aquelas que são tão soltas, fortes e indomáveis que acabam por levar a platéia ao delírio, em interpretações que se tornam históricas (este era o caso de Maria Callas).
• Mezzo-Soprano: É como uma soprano, mas possui um tom de voz levemente mais grave do que a mesma. Pode representar diversos papéis dentro de uma Ópera, como irmã, amiga, ou às vezes até inimiga ou rival da soprano. Uma das mais mais famosas mezzo-sopranos do século é a espanhola Tereza Berganza. Ela inclusive apresentou-se em 1992, na abertura dos jogos olímpicos de Barcelona, juntamente com Plácido Domingo (Tenor), José Carreras (Tenor), Giácomo Arragal (Tenor), Juan Pons (Baixo) e Monserrat Caballé (Soprano).
• Contralto: É a voz feminina mais grave da ópera. Geralmente ocupam papéis de mulheres mais velhas (como é o caso do baixo para os homens), que exige maior imponência. Se houver, na Ópera, alguma matriarca, provavelmente será uma Contralto.
Vozes Masculinas:
• Tenor: É a voz mais aguda por parte dos homens. Os papéis de maior importância, com raríssimas exceções, sempre são destinados à eles, que em conjunto com as sopranos, formam os protagonistas da História. (Ex.: Calaf, Rodolfo, Otello, Nemorino...)
• Barítono: É uma voz intermediária entre o Tenor e o Baixo. Os Barítonos são, na maioria das vezes, os vilões da História (Quem não se lembra do “Barão Scarpia”). Tem voz mais macia que a do tenor, porém mais imponente, quando necessário. E sempre disputa a amada com o Tenor.
• Baixo: É a voz com tonalidade mais grave da Ópera, atingindo certas vezes tons muito abaixo dos tenores ou até mesmo dos barítonos. Por possuir estas características, os papéis que melhor se encaixam são os de Pai, nobre e generais, pois transmitem muito peso.
APREFEIÇOANDO A VOZ
Maximiliano Moraes
Muitas pessoas, hoje, têm procurado professores de canto. Algumas começando "do zero", outras procurando aperfeiçoar seus talentos e umas poucas considerando essas aulas uma terapia contra a timidez. Entretanto, muitos também se prendem a certas regras ensinadas de maneira errada e as aulas, ao invés de prazerosas, se tornam pesadas e desestimulantes.
Nem todo bom cantor é um bom professor. Um dos erros cometidos na escolha do professor de canto é considerar sua capacidade de ensino apenas tomando por base sua voz. É prudente procurar sempre uma aula experimental, onde você possa conversar com o professor, apreciar o método de ensino e expôr suas dificuldades. Procure também saber se o professor tem conhecimento do trato vocal como um todo, desde o trato muscular que dá suporte à respiração até o trato bucal. Evite os professores que façam uso de métodos sistemáticos, com lições únicas para todo e qualquer aluno. Isso, porque a voz é como uma impressão digital, com características peculiares a cada pessoa, e por isso serão necessários exercícios específicos e aplicações diferenciadas para cada aluno.
É importante, também, ser cuidadoso com as "fórmulas" para o aperfeiçoamento da voz - comer isso, beber aquilo, evitar aquela outra coisa. Antes, é necessário saber que os alimentos não passam pelas cordas vocais. Existe uma espécie de "tampa" entre o esôfago e a traquéia; quando respiramos, ela bloqueia o esôfago, e quando comemos, ela bloqueia a traquéia. Por isso não é correto afirmar que aquele chazinho ou aquela frutinha vai limpar suas cordas vocais. O máximo que pode acontecer é a limpeza dos resíduos alimentares, principalmente açúcares, depositados antes dessa divisão.
O açúcar é o alimento que tem as moléculas mais facilmente quebradas pelas enzimas de nossa saliva. Como exemplo, podemos citar o chocolate, que contém muito açúcar. Como foi dito, parte desse açúcar pode ficar depositado na parede que antecede a divisão entre a traquéia e o esôfago. Isso é o que causa a sensação de pigarro (depósito de secreção na garganta) que impede o canto. Para evitar esse incômodo, é bom evitar a ingestão de alimentos com açúcar antes de cantar. Caso isso aconteça, porém, a ingestão de água ou de frutas com certo teor de acidez (maçã, por exemplo) facilitará a retirada desses resíduos.
Outro erro muito comum - e isso é muitas vezes recomendado pelos professores - é a ingestão de pastilhas, cristais de gengibre ou qualquer outro remédio com efeito anestésico, para evitar a dor e a rouquidão na hora de cantar. É bom lembrar que a dor é sinal de que existe algo errado ocorrendo com nosso corpo, e por isso nem sempre é bom fugir dela. A dor ao cantar pode ser sintoma de uma inflamação, infecção ou mesmo da formação de um calo ou fenda nas cordas vocais. O uso de um anestésico apenas esconderá esse sintoma e piorará o quadro.
A rouquidão, por sua vez, é fruto do mau uso das cordas vocais. Elas foram "projetadas" para vibrar apenas sob o efeito do ar passando por elas. Quando vão além disso, sendo esticadas pela musculatura que as apóia em função dos excessos cometidos no canto (notas além da extensão, gritos, colocação errada das notas), elas poderão inchar e não vibrar como deveriam. Assim, sobrará pouco espaço para a vibração correta e elas poderão encostar uma na outra, interrompendo o som.
É absolutamente necessário determinar com exatidão o timbre vocal. É importante saber que, por exemplo, nem toda pessoa que canta soprano é soprano de fato. Cantar fora da extensão ou do timbre é extremamente prejudicial, na verdade uma das principais causas da formação de calos ou fendas vocais. É imprescindível a realização de um teste específico de extensão e região confortável da voz antes do início das aulas propriamente ditas.
Mesmo reconhecendo realidades diferentes e sabendo que nem todas as pessoas têm condições de arcar com os custos das aulas de canto, é necessário frisar que não existe um método de aprendizado que faça o aluno desenvolver seu canto corretamente sem o auxílio de um professor. Todos nós aprendemos a falar porque ouvimos, ou seja, o som que produzimos é resultado das influências auditivas que recebemos desde criança. Por isso uma pessoa surda, mesmo tendo o trato vocal intacto, tem grande dificuldade para aprender a falar e controlar os sons que emite. Assim, é necessário ouvir os exercícios antes de fazê-los, e somente um professor habilitado poderá executá-los corretamente, corrigindo o aluno até que este reproduza o exercício com fidelidade. Trocando em miúdos: um método escrito não tem utilidade alguma sem o acompanhamento de um professor.
Qualquer pessoa pode cantar, mas nem todos podem ser cantores. Existem certas peculiaridades na voz que podem facilitar ou dificultar muito o canto. Como já foi dito, a voz humana é como uma impressão digital e jamais haverá duas vozes exatamente iguais. Talvez o maior erro cometido por certos professores é a maneira de tratar seus alunos nesse aspecto. Esperando sempre formar ótimos cantores, costumam se dirigir aos seus alunos assim: "Sua voz é horrível!"; ou: "Você é desafinado demais!"; ou ainda: "Desista, você não vai conseguir nunca!".
Antes de buscar o aperfeiçoamento de seu próprio currículo, o professor deve se lembrar que não está lidando com uma máquina, mas com a emoção e a sensibilidade humana. Antes de ferir qualquer emoção, o professor deve buscar o seu próprio equilíbrio emocional. Fatores como cansaço, tristeza ou doenças, mesmo não sendo no trato vocal, podem interferir muito no processo de aprendizado ou na performance. Um bom professor deve saber lidar com todas essas situações com paciência, temperança e bom humor. Se o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio, que sejam essas virtudes as primeiras a serem demonstradas, antes mesmo de qualquer conhecimento de técnica.
COMO ESTUDAR EM CASA
Marivone Lobo
Nessa aula , estudaremos qual a melhor forma de desenvolver um estudo diário em casa. Mais uma vez, é preciso lembrar que o ideal é que se tenha a orientação de um bom profissional "ao vivo" : o professor de técnica vocal. Somente ele poderá esclarecer as dúvidas que certamente surgirão no decorrer do seu estudo. Principalmente para aquele aluno iniciante, é muito difícil distinguir o que é realmente um erro, e como corrigi-lo. Antes de começar seu estudo, procure um lugar tranqüilo, onde ninguém possa te atrapalhar e onde você também não atrapalhe ninguém. Minha sugestão de um roteiro para o estudo diário é o seguinte:
RELAXAMENTO
POSTURA
RESPIRAÇÃO
VOCALIZES
REPERTÓRIO
O relaxamento e a postura estão extremamente ligados. Lembre-se que cantamos com nosso corpo todo , não apenas com a voz !
Saber como trabalhar a respiração na técnica vocal, como já vimos em aulas anteriores, é muito importante para desenvolver a capacidade de cantar bem. Para isso, é necessário praticar os exercícios que foram dados com muita dedicação e aos poucos, ir aumentando a intensidade deles.
Os vocalizes tem muitas finalidades. Uma delas é o aquecimento vocal, que deve ser feito sempre antes da aula ou apresentação. Também devemos praticar os vocalizes com a intenção de se melhorar a afinação, ritmo, etc.
E por fim, o repertório; procure selecionar músicas onde você poderá aplicar aquilo que tem feito nos exercícios. Lembre-se que o melhor é estudar através de músicas, por isso, escolha um repertório com ritmos e estilos variados .
CONHECENDO SUA VOZ
Bem, então já vimos que para cantar precisamos de AR. A quantidade necessária varia de pessoa para pessoa, pelo tamanho físico e da vontade de cada um, e de canção para canção. A vontade é a maneira como você quer cantar, se está mais para Elis Regina, precisa de mais ar e emoção, se mais para João Gilberto, menos ar e emoção mais contida, se nenhum dos dois, procure o meio termo. Se quer cantar "gritado" e rouco como alguns roqueiros, é melhor redobrar o cuidado, pois a longo prazo isso pode criar calos vocais difíceis de tratar. É uma escolha sua, faça o possível para respirar bem e apoiar a voz com o diafragma, forçando a garganta o menos possível.
Também precisamos do uso do diafragma, que, ao inspirarmos, deve abaixar-se expandindo o abdômen, e ao começarmos a cantar, ele vai subindo, empurrando a base do pulmão e ajudando o ar a sair e vibrar nas cordas vocais; você também ajuda retraindo o abdômen devagar até o ar acabar. É necessário também abrir a boca, deixar o ar ressoar dentro dela, nas fossas nasais e demais cavidades e, para isso, você precisa concentrar-se, não afobar-se e jogar o ar fora de uma só vez. É bom exercitar-se frente ao espelho, gravar-se e ouvir-se para você mesmo(a) corrigir-se e escolher como quer cantar. O canto é a expressão de sua alma, só você pode saber como deseja expressá-la, por isso conscientize-se de si mesmo (a), ouça-se, perceba-se.
Os exercícios respiratórios são para fortalecer a musculatura, mas você também pode fazê-lo cantando, desde que o faça com consciência e constância, pois como qualquer músculo, o diafragma e as pregas vocais ficam sem força pelo uso inadequado.
Vamos então descobrir a sua tessitura vocal e procurar o seu registro médio: Você vai precisar de um piano, teclado ou violão; localize a princípio a nota mais grave de sua voz, sem forçar, cante e a procure no instrumento. Siga as instruções abaixo.
CLASSIFICAÇÃO VOCAL:
No piano ou teclado, procure o primeiro MI, o mais grave. No violão, a 6ª corda, a primeira de cima para baixo. Essa é a primeira nota da voz masculina denominada BAIXO, a mais grave. Partindo dela, suba duas oitavas até o 3º MI. Em seguida, procure o 1º SOL mais grave nos três instrumentos, e conte duas oitavas até o 3º SOL. Essa é a extensão vocal para a voz média masculina, o BARÍTONO.
Procure no teclado ou piano o 2º DÓ e vá com ele até o quarto DÓ. No violão, é o 1º dó, melhor o da corda LA, 3ª casa e vá seguindo até o 3º dó, subindo duas oitavas. Teremos nessa extensão a voz mais aguda masculina, o TENOR.
Para o violão, pode-se usar as mesmas medidas para as vozes femininas: a do BAIXO para a contralto, a do BARÍTONO para a MEIO SOPRANO e a do TENOR para a SOPRANO. O Violão é um instrumento mais limitado, no piano fica mais fácil, conta-se a CONTRALTO partindo do 2º até o 4º MI, a MEIO SOPRANO do 2º ao 4º SOL e a SOPRANO do 3º ao 5º DÓ.
Lembre-se: muito cuidado ao explorar sua voz, esse instrumento delicado, o ideal é procurar um professor pois pela INTERNET é difícil demonstrar, são apenas dicas, ok?
A classificação vocal serve para se atuar em grupos vocais e para o canto lírico. Para o canto popular não importa muito se você é soprano ou tenor, o importante é você conhecer sua extensão vocal e trabalhar para fortalecer o registro médio, que é aquela região onde sua voz soa mais brilhante, mais firme e bonita. Você pode fazer isso tocando e repetindo nota por nota, de meio em meio tom, usando as vogais. Pode também usar a escala maior no sentido ascendente e descendente. É simples: partindo da sua nota mais grave, não importa se é um dó, um sol ou mi, partindo dessa nota vá subindo dos graves para os agudos em intervalos de TOM, TOM, SEMITOM, TOM, TOM, TOM, SEMITOM. Volte dos agudos para os graves com os intervalos no sentido contrário. Passe para a segunda nota e vá subindo novamente. Fica difícil demonstrar via Internet, se você não conhece música peça a alguém que o ajude, ok? Você pode exercitar-se com acordes maiores e menores, com três, quatro, cinco notas, o importante é descobrir seu limite e não ultrapassá-lo para não machucar suas cordas vocais. A região aguda é mais difícil, vá com calma e AR, apoiando com o diafragma.
Existem muitos modos musicais para exercitar a voz e muitos exercícios para o diafragma e respiração, o importante é exercitar. A "malhação vocal" fortalece a musculatura da laringe e sua voz sai mais fácil, mais segura e bonita.
Sim, você pode fazer isso somente cantando, mas é preciso escolher um repertório com canções que explorem bem os graves e os agudos. A maioria das pessoas tem duas oitavas de extensão, algumas chegam a três, mas não é preciso se preocupar com a quantidade e sim com a qualidade vocal, já que a maioria das canções cabem dentro de duas oitavas, ok? Aí é só ir descobrindo os tons de cada canção para sua voz. Isso você percebe ao sentir conforto ou desconforto quando canta. Se sua voz está sumindo nos graves, experimente subir um tom ou dois, às vezes meio tom resolve. Se é o agudo que está difícil, experimente abaixar um tom, ou o quanto precisa até verificar que a canção está bonita em toda a sua extensão vocal. Não force sua voz para cantar num tom inadequado, o instrumento conserta-se ou troca-se a corda, a voz não, né?
Também precisamos do uso do diafragma, que, ao inspirarmos, deve abaixar-se expandindo o abdômen, e ao começarmos a cantar, ele vai subindo, empurrando a base do pulmão e ajudando o ar a sair e vibrar nas cordas vocais; você também ajuda retraindo o abdômen devagar até o ar acabar. É necessário também abrir a boca, deixar o ar ressoar dentro dela, nas fossas nasais e demais cavidades e, para isso, você precisa concentrar-se, não afobar-se e jogar o ar fora de uma só vez. É bom exercitar-se frente ao espelho, gravar-se e ouvir-se para você mesmo(a) corrigir-se e escolher como quer cantar. O canto é a expressão de sua alma, só você pode saber como deseja expressá-la, por isso conscientize-se de si mesmo (a), ouça-se, perceba-se.
Os exercícios respiratórios são para fortalecer a musculatura, mas você também pode fazê-lo cantando, desde que o faça com consciência e constância, pois como qualquer músculo, o diafragma e as pregas vocais ficam sem força pelo uso inadequado.
Vamos então descobrir a sua tessitura vocal e procurar o seu registro médio: Você vai precisar de um piano, teclado ou violão; localize a princípio a nota mais grave de sua voz, sem forçar, cante e a procure no instrumento. Siga as instruções abaixo.
CLASSIFICAÇÃO VOCAL:
No piano ou teclado, procure o primeiro MI, o mais grave. No violão, a 6ª corda, a primeira de cima para baixo. Essa é a primeira nota da voz masculina denominada BAIXO, a mais grave. Partindo dela, suba duas oitavas até o 3º MI. Em seguida, procure o 1º SOL mais grave nos três instrumentos, e conte duas oitavas até o 3º SOL. Essa é a extensão vocal para a voz média masculina, o BARÍTONO.
Procure no teclado ou piano o 2º DÓ e vá com ele até o quarto DÓ. No violão, é o 1º dó, melhor o da corda LA, 3ª casa e vá seguindo até o 3º dó, subindo duas oitavas. Teremos nessa extensão a voz mais aguda masculina, o TENOR.
Para o violão, pode-se usar as mesmas medidas para as vozes femininas: a do BAIXO para a contralto, a do BARÍTONO para a MEIO SOPRANO e a do TENOR para a SOPRANO. O Violão é um instrumento mais limitado, no piano fica mais fácil, conta-se a CONTRALTO partindo do 2º até o 4º MI, a MEIO SOPRANO do 2º ao 4º SOL e a SOPRANO do 3º ao 5º DÓ.
Lembre-se: muito cuidado ao explorar sua voz, esse instrumento delicado, o ideal é procurar um professor pois pela INTERNET é difícil demonstrar, são apenas dicas, ok?
A classificação vocal serve para se atuar em grupos vocais e para o canto lírico. Para o canto popular não importa muito se você é soprano ou tenor, o importante é você conhecer sua extensão vocal e trabalhar para fortalecer o registro médio, que é aquela região onde sua voz soa mais brilhante, mais firme e bonita. Você pode fazer isso tocando e repetindo nota por nota, de meio em meio tom, usando as vogais. Pode também usar a escala maior no sentido ascendente e descendente. É simples: partindo da sua nota mais grave, não importa se é um dó, um sol ou mi, partindo dessa nota vá subindo dos graves para os agudos em intervalos de TOM, TOM, SEMITOM, TOM, TOM, TOM, SEMITOM. Volte dos agudos para os graves com os intervalos no sentido contrário. Passe para a segunda nota e vá subindo novamente. Fica difícil demonstrar via Internet, se você não conhece música peça a alguém que o ajude, ok? Você pode exercitar-se com acordes maiores e menores, com três, quatro, cinco notas, o importante é descobrir seu limite e não ultrapassá-lo para não machucar suas cordas vocais. A região aguda é mais difícil, vá com calma e AR, apoiando com o diafragma.
Existem muitos modos musicais para exercitar a voz e muitos exercícios para o diafragma e respiração, o importante é exercitar. A "malhação vocal" fortalece a musculatura da laringe e sua voz sai mais fácil, mais segura e bonita.
Sim, você pode fazer isso somente cantando, mas é preciso escolher um repertório com canções que explorem bem os graves e os agudos. A maioria das pessoas tem duas oitavas de extensão, algumas chegam a três, mas não é preciso se preocupar com a quantidade e sim com a qualidade vocal, já que a maioria das canções cabem dentro de duas oitavas, ok? Aí é só ir descobrindo os tons de cada canção para sua voz. Isso você percebe ao sentir conforto ou desconforto quando canta. Se sua voz está sumindo nos graves, experimente subir um tom ou dois, às vezes meio tom resolve. Se é o agudo que está difícil, experimente abaixar um tom, ou o quanto precisa até verificar que a canção está bonita em toda a sua extensão vocal. Não force sua voz para cantar num tom inadequado, o instrumento conserta-se ou troca-se a corda, a voz não, né?
DICAS PARA BACKING VOCAL
Ronaldo Bezerra
1- O "back vocal" apesar de ser um grupo de pessoas, é um instrumento só, e como tal, é necessário estar no contexto do arranjo geral. Não pode ser um instrumento solto. 2- Procure atingir nos ensaios, o equilíbrio de voz entre todos. É necessário timbrar as vozes e estar atento à afinação.
3- Procure cantar dentro da sua tessitura (extensão vocal). Faça divisão de vozes, pois isso enriquecerá a música.
4- Fique atento aos sinais do dirigente de louvor para não cantar outra parte da música atrapalhando assim, o fluir do cântico.
5- Desenvolva expressão quando estiver cantando.
6- Cuidado com os improvisos, pois em excesso podem se tornar cansativo e ao mesmo tempo atrapalhar o dirigente.
DICAS IMPORTANTES PARA VOCALISTAS
AQUECIMENTO VOCAL - TEMPO - 15 minutos
- Alongamento - cabeça, pescoço e ombros;
- Respiração - emissão do "s" e "z" prolongado (respiração diafragmática);
- "Hum" mastigado - fazendo escala
- Vibração de língua - escala ascendente;
- Vibração de lábios;
- "P" prolongado - pa pa pa;
DESAQUECIMENTO - TEMPO - 5 minutos - Massagem digital laringe;
- Vibração de língua ou lábio - escala descendente;
- Voz salmodiada - "voz de padre";
- Bocejo - suspiro;
- Repouso vocal.
Observações importantes
- Beber muita água, principalmente durante as apresentações;
- Aquecer e desaquecer a voz;
- Não se automedicar;
- Fazer uma avaliação com o auxílio de um médico otorrino.
- Alongamento - cabeça, pescoço e ombros;
- Respiração - emissão do "s" e "z" prolongado (respiração diafragmática);
- "Hum" mastigado - fazendo escala
- Vibração de língua - escala ascendente;
- Vibração de lábios;
- "P" prolongado - pa pa pa;
DESAQUECIMENTO - TEMPO - 5 minutos - Massagem digital laringe;
- Vibração de língua ou lábio - escala descendente;
- Voz salmodiada - "voz de padre";
- Bocejo - suspiro;
- Repouso vocal.
Observações importantes
- Beber muita água, principalmente durante as apresentações;
- Aquecer e desaquecer a voz;
- Não se automedicar;
- Fazer uma avaliação com o auxílio de um médico otorrino.
EXERCÍCIO DE RELAXAMENTO
Márcio Cintra
Faça esses exercícios com roupas confortáveis e ambiente tranqüilo.
DEITADO
• Deite-se de costas, certifique-se de que sua coluna esteja em contato com o chão.
• Observe a oscilação natural de sua respiração, que se expande e contrai, por meio de seu tórax e abdomem, e pelo ouvir atento dos sons que emanam do interior. • Apenas observe e ouça as ações de seu corpo. Não as manipule, não as controle. Apenas respire e conscientize-se de sua respiração.
EM PÉ
• Fique ereto, com as pernas afastadas e na direção dos ombros.
• Distribua o peso igualmente.
• Imagine-se agora segurando uma bola de praia debaixo de cada axila e sinta os espaços respiratórios que se abrem. (Isso o encorajará a alongar os seus ombros e a abrir as suas axilas e, conseqüentemente, expandir o volume de seu tórax para uma respiração mais profunda)
• Seu pescoço e cabeça devem estar alongados e livres.
• Matenha essa posição por um minuto ou mais.
• Desfrute a extensão de sua coluna dorsal, o espaço respiratório extra e a sensação de equilíbrio adequado entre o estado de calmaria e o de atenção.
EXERCÍCIOS DINÂMICOS
Os exercícios dinâmicos combinam o movimento com o controle da respiração.
RISO
Sorria para o mundo! Em círculos, movimente, vigorosamente, as suas mãos, braços, pernas e pés. Permita-se alguns segundos de relaxamento entre cada rotação. Mas continue sorrindo. Você pode fazer este exercício em pé, sentado ou deitado.
EQUILÍBRIO
O equilíbrio é importante. Tente estipular um horário para o exercício de "comportamento modal" – o andar, o virar-se e o inclinar-se com livros sobre a cabeça. Respire suave e conscientemente, em harmonia com os movimentos de seu corpo. Isto encoraja a coordenação suave graciosa dos músculos.
EXERCÍCIOS DE RESPIRAÇÃO COMPLETA
1. Permaneça com seus pés confortavelmente dissociados dos seus ombros, que apontam para cima; os braços e as mãos soltas ao lado do corpo. Concentre-se em sim mesmo, confira a sua postura.Inspire pelo nariz o mais demoradamente possível e expire todo o ar também devagar e silenciosamente.
Quando sentir-se vazio de ar, tussa e mostre para você mesmo que ainda possui reservas de ar escondidas. Tente tocar o solo com a ponta dos dedos, curve os joelhos se necessário. Segure sua respiração por alguns segundos.
2. Conforme você respira, silenciosamente, pelo nariz, você, gradativamente, torna-se ereto. Estenda os braços como asas, erguendo-as calma e suavemente, até equilibra-los horizontalmente.
3. Assim que você completar o movimento e a inspiração, coloque as mãos juntas acima da cabeça (como se estivesse em oração). Lembre-se que as mãos postas devem estar acima do topo de sua cabeça. Segure a inspiração.
4. Quando você estiver preparado, silenciosamente, expire pela boca, e abaixe os seus braços, reta e vagarosamente, até que estejam abaixo da horizontal. Rapidamente solte o ar que sobrou em um suspiro forte e permita que a parte superior do seu corpo caia pesadamente , curve o quadril para a frente, deixando a cabeça pendente. Conscientemente libere todo o ar "usado", de que você não mais precisa. Relaxe por algum tempo e repita o exercício desde o início.
EXERCÍCIO DE LIBERAÇÃO DA VOZ
Algumas pessoas sentem-se incapazes de facilitar e de liberar as suas vocalizações. Elas podem sentir sua voz natural, de alguma forma, bloqueada, amarrada ou suprimida. Tente este exercício de liberação da voz como parte de seu programa vocal.
Sente-se de cócoras, dobre e recurve o seu corpo em um nó, teso e compacto, de braços e pernas; tente condensar-se em uma menor massa possível. Segure a sua respiração e os órgãos vocalizadores no centro desta massa.
Como último esforço, respire e estique-se, rápida e vigorosamente. Solte a sua voz num profundo "UGH", por meio do som mais profundo que você possa encontrar. Maximize e aproveite o espreguiçamento.
Descanse por um minuto. Repita o exercício por até dez vezes. A cada vez, interiorize mais, e projete sua voz relaxada mais forte e prolongue cada vez mais o som. Observe que você envolve todo os seu corpo na vocalização, particularmente a pélvis e o diafragma.
PRÉ-AQUECIMENTO
O que é pré-aquecimento vocal?
É, como o nome já diz, um aquecimento prévio da voz ou simplesmente a preparação da voz para o seu uso por um tempo prolongado e intenso.
Podemos aquecer nossa voz através de sons que irão "massagear" nossas pregas vocais (que são músculos) que como todo músculo precisam ser preparadas e aquecidas antes de serem utilizadas na sua plenitude.
Lembrem-se que este pré aquecimento pode (e deve) ser feito não só pelos cantores mas também por todos os profissionais da voz, ou seja, todas as pessoas que trabalham falando.
EXERCÍCIO 1:
1) Inspire (armazenando o ar na região abdominal, como vocês já aprenderam) até que a barriga esteja repleta de ar.
2) Agora solte o ar aos pouco utilizando o som:
Prrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr......
Observe que neste exercício a língua deve vibrar bastante!!!! Caso a sua língua não vibre e você esteja forçando para emitir este som, PARE! Pois estará fazendo da forma errada. Entre em contato comigo se surgir alguma dúvida, certo?
Mas se você conseguiu emitir o som com a vibração constante da língua, repita este exercício todos os dias pelo menos durante 10 minutos.
Se for cantar em uma apresentação ou videokê ou ensaiar com sua banda por muito tempo, pré-aqueça sua voz durante 20 minutos (no mínimo) antes de começar a cantar.
Pode-se também utilizar outras consoantes que possibilitarão o mesmo efeito como, por exemplo, o som:
Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...
Como se você fosse imitar o som do telefone ( TRRRRRIM!!!), mas lembrando de prolongar bastante os erres (RRRR...) até acabar o ar.
EXERCÍCIO 2:
Depois de já haver treinado bastante e já estar emitindo os sons PRRRR... e TRRRR... Sem falhas ou interrupções, vamos repetir o exercício anterior com uma diferença:
No final de cada som iremos acrescentar as vogais A,E,I,O,U.
Exemplo1:
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÁ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÉ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÍ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÓ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÚ!!!!
Exemplo2:
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÁ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÉ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÍ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÓ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÚ!!!!
IMPORTANTE!!!
Assim como nos exemplos acima, o som que você estiver produzindo para pré-aquecer, deverá estar no mesmo volume, intensidade e tom.
= ***NÃO BRINQUE COM ESTE EXERCÍCIO FAZENDO SONS MUITO AGUDOS, MUITO GRAVES OU MISTURANDO OS DOIS TONS.***
Repita os exercício SEMPRE no seu tom natural.
Como fazer para identificar o seu tom natural?
É simples, o seu tom natural é aquele que você emite sem
"forçar a garganta", é um som natural que sai sem esforço nenhum, como se você estivesse falando.
Se você não conseguiu fazer estes exercícios até acabar o ar armazenado (sem utilizar o ar de reserva, certo???), ou seja, você começou bem mas no meio do exercício o som falhou,
Pare! Respire fundo por 3 vezes, relaxe um pouco e só então recomece.
É muito comum, no início, não conseguirmos emitir estes sons até o final, pois trata-se de sons que nós não estamos habituados a produzir, mas com o treino diário, fica cada vez mais fácil, acreditem!!!
É, como o nome já diz, um aquecimento prévio da voz ou simplesmente a preparação da voz para o seu uso por um tempo prolongado e intenso.
Podemos aquecer nossa voz através de sons que irão "massagear" nossas pregas vocais (que são músculos) que como todo músculo precisam ser preparadas e aquecidas antes de serem utilizadas na sua plenitude.
Lembrem-se que este pré aquecimento pode (e deve) ser feito não só pelos cantores mas também por todos os profissionais da voz, ou seja, todas as pessoas que trabalham falando.
EXERCÍCIO 1:
1) Inspire (armazenando o ar na região abdominal, como vocês já aprenderam) até que a barriga esteja repleta de ar.
2) Agora solte o ar aos pouco utilizando o som:
Prrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr......
Observe que neste exercício a língua deve vibrar bastante!!!! Caso a sua língua não vibre e você esteja forçando para emitir este som, PARE! Pois estará fazendo da forma errada. Entre em contato comigo se surgir alguma dúvida, certo?
Mas se você conseguiu emitir o som com a vibração constante da língua, repita este exercício todos os dias pelo menos durante 10 minutos.
Se for cantar em uma apresentação ou videokê ou ensaiar com sua banda por muito tempo, pré-aqueça sua voz durante 20 minutos (no mínimo) antes de começar a cantar.
Pode-se também utilizar outras consoantes que possibilitarão o mesmo efeito como, por exemplo, o som:
Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...
Como se você fosse imitar o som do telefone ( TRRRRRIM!!!), mas lembrando de prolongar bastante os erres (RRRR...) até acabar o ar.
EXERCÍCIO 2:
Depois de já haver treinado bastante e já estar emitindo os sons PRRRR... e TRRRR... Sem falhas ou interrupções, vamos repetir o exercício anterior com uma diferença:
No final de cada som iremos acrescentar as vogais A,E,I,O,U.
Exemplo1:
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÁ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÉ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÍ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÓ!!!!
PrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÚ!!!!
Exemplo2:
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÁ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÉ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÍ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÓ!!!!
TrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrÚ!!!!
IMPORTANTE!!!
Assim como nos exemplos acima, o som que você estiver produzindo para pré-aquecer, deverá estar no mesmo volume, intensidade e tom.
= ***NÃO BRINQUE COM ESTE EXERCÍCIO FAZENDO SONS MUITO AGUDOS, MUITO GRAVES OU MISTURANDO OS DOIS TONS.***
Repita os exercício SEMPRE no seu tom natural.
Como fazer para identificar o seu tom natural?
É simples, o seu tom natural é aquele que você emite sem
"forçar a garganta", é um som natural que sai sem esforço nenhum, como se você estivesse falando.
Se você não conseguiu fazer estes exercícios até acabar o ar armazenado (sem utilizar o ar de reserva, certo???), ou seja, você começou bem mas no meio do exercício o som falhou,
Pare! Respire fundo por 3 vezes, relaxe um pouco e só então recomece.
É muito comum, no início, não conseguirmos emitir estes sons até o final, pois trata-se de sons que nós não estamos habituados a produzir, mas com o treino diário, fica cada vez mais fácil, acreditem!!!
POSTURA IDEAL
Alexandre Santos
Todos nós temos que ter uma posição ou uma postura correta para ficarmos quando estamos diante de um público, platéia ou em qualquer outro lugar que possam ter pessoas nos assistindo ou observando. Nossa postura é de muita importância, pois através dela é que podemos nos comunicar melhor com as pessoas. Se você estiver em pé, procure deixar os pés afastados para que toda estrutura muscular possa estar relaxada. Se estiver sentindo tensão em alguma parte do corpo é sinal de que você não está relaxando por completo.
Para você, profissional ou amador da voz, é importante saber que as regiões da clavícula e do pescoço são os pontos que tenciona mais facilmente. Sendo assim, não deixe o pescoço nem a clavícula tencionar, pois comprometerá a respiração e a sonoridade.
Para os cantores dançarinos, manter os pés afastados e a coluna alinhada é fundamental para evitar tensão no costo external e nas panturrilhas. Se for somente dançarino, eu recomendo que faça alongamento antes de entrar no palco para que os músculos respondam bem aos movimentos contínuos.
Quando estiverem coam as duas mãos livres, use-as para se comunicar com o público, e evite ficar com os braços parados e com o tronco imóvel. Use sempre braços e pernas como ferramenta de expressão.
Para aqueles que cantam sentados deixe a coluna alinhada para que o seu diafragma e a coluna abdominal possam trabalhar tranqüilamente sem atrapalhar o andamento respiratório e sonoro. É importante que os pés ou o pé fique encostado inteiramente no chão para não tencionar a planta do pé nem a panturrilha.
Seguindo essas orientações, o seu rendimento e aproveitamento serão mais satisfatórios.
POSTURA,PERCEPÇÃO E RESPIRAÇÃO
O canto é composto por várias partes: Respiração, articulação, percepção, técnica e interpretação. Antes de entrarmos detalhadamente em cada uma delas, vamos a algumas considerações gerais que são importantes e também fazem parte do ato de cantar:
POSTURA CORPORAL
Temos que sempre ter em mente que quando cantamos estamos utilizando um instrumento musical um pouco mais complexo que os demais: nosso corpo. Você nunca obterá grandes resultados se desconsiderar este fato, pois o mecanismo do ato de cantar está intimamente ligado a diversas partes do corpo, e uma desarmonia em alguma dessas partes prejudica consideravelmente sue rendimento como um todo. Preste atenção no dia-a-dia e veja que nossa voz não mantém uma constância, ela se altera de acordo com situações e circunstâncias que vivemos, principalmente relacionadas as emoções. Portanto as considerações feitas a respeito da parte física do nosso corpo são também reflexo de uma tentativa de harmonizar as emoções e ansiedades que sentimos, fruto de uma rotina estressante, carregada de responsabilidades, compromissos e obrigações. A postura corporal é muito importante neste ponto, pois quando cantamos precisamos sentir segurança, apoio, que não vêm, desta vez, de fontes externas, como um diploma ou uma conta bancária farta, e sim do nosso próprio corpo. Distribuindo o peso do nosso corpo entre os dois pés, observando em seguida um encaixe perfeito da cintura pélvica (quadril), em equilíbrio com os ombros e mantendo um ângulo de 90 graus para o queixo, podemos aproximar-nos de uma figura em equilíbrio. Mantenha ainda os joelhos levemente flexionados, e tenha certeza que a velha postura militar de peito para frente, barriga para dentro, joelhos para trás e calcanhares afundados no chão é extremamente desconfortável, falsa e prejudicial à saúde, pelas altas tensões musculares proporcionadas.
O PESCOÇO
A postura do pescoço está determinada pelos pés, joelhos, eixo corporal e pelo equilíbrio da cintura com os ombros. O pescoço necessita estar alinhado com a coluna, sem estar caído para a frente e muito menos para trás, mas sim perfeitamente equilibrado dentro do eixo corporal. Se o pescoço estiver alongado para cima, o trato laríngeo também estará alongado, passando a trabalhar em condições precárias; se estiver enterrado no peito, igualmente o trato vocal se vê aprisionado e sem possibilidade de realizar seus movimentos específicos.
ARTICULAÇÕES
Se as articulações estiverem muito tensas, no máximo de seu estiramento, é bem provável que o cantor tenha problemas na emissão das palavras e na produção da voz, portanto o relaxamento das articulações e músculos é fundamental estar presente na rotina de nossa vida.
RELAXAMENTO
A produção sonora do ser humano está ligada organicamente como um todo; desde a postura corporal ao funcionamento íntimo de órgãos e sistemas biológicos, ao desempenho do padrão de pensamento de cada um, ao tipo de cultura que envolve o indivíduo, bem como o seu potencial econômico, enfim, todos esses fatores estão envolvidos no ato da fala. Um indivíduo tenso está sempre muito próximo dos problemas da voz. As tensões musculares são responsáveis por dificuldades respiratórias, articulatórias e demais envolvimentos da produção da voz e da fala. Existem vários tipos de relaxamento, dependendo do nível de tensão que podemos estar sofrendo, e em se tratando de corpo e emoções é recomendável que se cuide de cada caso individualmente.
Um tipo de exercício que pode ser feito independente de análise é a soltura das articulações com movimentos giratórios lentos, indo do pescoço, ombros, braços até a cintura, joelhos e tornozelos. A energia psíquica flui melhor por um corpo relaxado, facilitando o contato com as emoções e a comunicação do cantor com o público.
RESPIRAÇÃO
A respiração é a base de toda a técnica de canto. A ela estão diretamente ligadas a afinação, colocação e volume da voz e resistência do cantor. Vejamos como funciona:
AQUECIMENTO
O ar, ao entrar no nariz, sofre um processo de aquecimento em virtude de uma grande concentração de vasos sangüíneos ali localizados e que se modificam segundo a alteração climática externa. Os vasos sangüíneos que irrigam a região contraem-se, segurando a circulação sangüínea por mais tempo quando a temperatura ambiente está baixa, dando a sensação que o nariz ficou gordo por dentro. Com este procedimento, a cavidade nasal fica muito mais aquecida, como uma estufa que vai favorecendo assim o ar que, na sua passagem pelo nariz, vai recebendo o aquecimento necessário ao bom funcionamento orgânico. No entanto, se o dia estiver quente, os vasos sangüíneos permitem uma circulação mais ativa, como se o nariz estivesse muito amplo. Essa regulagem calórica trabalha muito a favor do cantor, que só deve permitira entrada buco-nasal do ar em ambientes cobertos. Quando estiver ao ar livre, a entrada de ar deve ser feita pelo nariz, principalmente se estiver frio, evitando sempre que possível, que o ar gelado perturbe a mucosa da faringe ou mesmo da laringe, de onde poderia advir uma rouquidão indesejada.
FARINGE
É um tubo músculo membranoso que se inicia na base do crânio e segue até a Sexta vértebra cervical, onde tem continuidade com o esôfago e com a laringe, ocorrendo neste ponto o cruzamento dos sistemas digestivo e respiratório.
LARINGE E CORDAS VOCAIS
A laringe abre-se na base da língua. Situa-se na parte mediana do pescoço, comunicando-se com a traquéia na parte inferior e com a faringe na parte superior. Na laringe encontramos as cordas vocais, responsáveis pela produção do som. O treino da técnica vocal (vocalizes) irá atuar nas cordas vocais como exercícios de alongamento, fazendo elas irem de sua posição dilatada (sons graves) para a alongada (sons agudos) várias vezes, buscando aos poucos uma maior elasticidade que se refletirá em aumento da tessitura vocal e maior precisão na afinação das notas.
DIAFRAGMA E PULMÕES
O diafragma é um grande músculo em forma de cúpula, de concavidade inferior, que separa a cavidade torácica da abdominal. Ele fica abaixo dos pulmões, que são a principal área de ressonância das notas médio-graves.
Quando inspiramos, o diafragma desloca-se para baixo, deslocando a cavidade abdominal e ampliando a cavidade torácica, enquanto os músculos intercostais dilatam as costelas, promovendo uma pressão negativa em relação ao meio ambiente, induzindo-se o ar para dentro dos pulmões, como se fosse uma máquina de sugar instalada na base pulmonar. Teremos então a região abdominal e intercostal dilatadas, o que não deve acontecer com a parte alta do peito, que permanecerá relaxada para facilitar a liberação do ar na expiração. Nesta etapa, os músculos dilatados agora se contraem, empurrando a parte baixa dos pulmões, expulsando o ar para cima. Durante o ato de cantar, estes músculos devem ficar rígidos, mantendo a pressão nos pulmões para que tenhamos o apoio necessário para manter a voz corretamente colocada, sem ter que buscar força adicional na região da garganta. Enquanto cantamos, mantemos sempre uma reserva de ar na parte baixa dos pulmões, repondo apenas o ar gasto para a emissão das notas, o que nos dá condições de fazer inspirações curtas entre as frases cantadas. Óbvio que em frases ou notas longas podemos utilizar todo o ar armazenado.
ÁREAS DE RESSONÂNCIA
São as regiões ocas do nosso corpo onde o som se amplifica. As principais são: pulmões (ressoa notas graves e médias) e cabeça (ressoa notas agudas). Na cabeça temos a região nasal, que pode ser usada para realçar os timbres médios e metálicos da nossa voz. É importante lembrar que todo o aparelho respiratório serve como ressonância para os sons, e para manter uma voz sempre brilhante e jovem deve-se buscar as ressonâncias da face.
ARTICULAÇÃO
Para aproveitar da melhor maneira possível as áreas de ressonância (principalmente da face), devemos trabalhar a articulação dos sons. A musculatura da face combinada com o movimento dos lábios e maxilar ajudará a projetar o som para fora, dando mais volume e precisão na dicção das palavras. Além dos exercícios musculares para a face, que vão melhorar a dicção, devemos dar atenção especial ao trato da articulação das vogais, pois este ponto é de vital importância para a boa colocação da voz, explorando as áreas de ressonância e não deixando o som destimbrado e opaco.
A - É - Ó - Sons claros e abertos. Na posição da fala não se pode cantar. Para vencer a extensão das escalas com a emissão perfeita destas vogais, temos que ovalar a boca. Com esta posição o som recua para o fundo da garganta e vibra no palato mole, entrando para a ressonância alta, e projetando-se timbrado.
Ô - Ê - I - U - Sons escuros e fechados. O movimento labial faz com que eles se projetem para frente. Nas notas agudas o maxilar cai deixando a boca ovalada.
Ê - I - Estas duas vogais merecem atenção pois são horizontais, e para se projetarem usamos o sorriso, que os mantém vibrando no mordente até o centro da voz. Para atingir notas agudas, o sorriso permanece, porém a boca vai se ovalando em busca de um som arredondado e bem timbrado.
EXERCÍCIOS
1) Mastigar o m... com som nasal
2) Fazer TRRR... e BRRRR.... até acabar o ar.
3) TRRR... com modulação de som e movimento de lábio
4) Mastigar o m... e soltar as vogais abertas e fechadas - Ex. m... muá , m....muô
5) ECO : muámuámuámuá , muémuémuémué, etc.; com todas as vogais
6) Morder uma caneta ou rolha e contar até 100 articulando bem
7) Fazer com e sem rolha:
a) BDG b) PTK c) FSCH d) GDB e) KTP f) CHSF
PERCEPÇÃO
Esta é a área mais intimamente ligada com a afinação, pois diz respeito ao desenvolvimento do ouvido musical. Qualquer som emitido na natureza é uma vibração, portanto uma freqüência. Notas musicais nada mais são do que freqüências, emitidas de maneira ordenada dentro da faixa de percepção do ouvido humano. Se o ouvido musical não for treinado, o ato de cantar estará seriamente comprometido. Neste caso, vale ressaltar que percepção é basicamente sinônimo de concentração. Nós trabalhamos com dois tipos de memória: memória fotográfica e memória motor. A memória fotográfica registra os fatos, enquanto a motor simplesmente repete aquilo que registramos. Quanto mais concentrados estivermos no fato, mais facilmente este será incorporado, e mais rapidamente a memória motor estará atuando. Por isso é importantíssimo que na hora de se trabalhar a memória fotográfica o objeto de estudo seja registrado sem erros. Isto vale não só na percepção, mas também na incorporação da respiração, articulações e técnicas de canto, que devem ser estudadas em períodos curtos e várias vezes ao dia, sempre com regularidade e disciplina, para que surtam efeito. No caso da percepção, os exercícios serão elaborados em cima dos intervalos musicais, dentro da tessitura vocal do aluno. Os vocalizes também ajudam muito nesse processo.
POSTURA CORPORAL
Temos que sempre ter em mente que quando cantamos estamos utilizando um instrumento musical um pouco mais complexo que os demais: nosso corpo. Você nunca obterá grandes resultados se desconsiderar este fato, pois o mecanismo do ato de cantar está intimamente ligado a diversas partes do corpo, e uma desarmonia em alguma dessas partes prejudica consideravelmente sue rendimento como um todo. Preste atenção no dia-a-dia e veja que nossa voz não mantém uma constância, ela se altera de acordo com situações e circunstâncias que vivemos, principalmente relacionadas as emoções. Portanto as considerações feitas a respeito da parte física do nosso corpo são também reflexo de uma tentativa de harmonizar as emoções e ansiedades que sentimos, fruto de uma rotina estressante, carregada de responsabilidades, compromissos e obrigações. A postura corporal é muito importante neste ponto, pois quando cantamos precisamos sentir segurança, apoio, que não vêm, desta vez, de fontes externas, como um diploma ou uma conta bancária farta, e sim do nosso próprio corpo. Distribuindo o peso do nosso corpo entre os dois pés, observando em seguida um encaixe perfeito da cintura pélvica (quadril), em equilíbrio com os ombros e mantendo um ângulo de 90 graus para o queixo, podemos aproximar-nos de uma figura em equilíbrio. Mantenha ainda os joelhos levemente flexionados, e tenha certeza que a velha postura militar de peito para frente, barriga para dentro, joelhos para trás e calcanhares afundados no chão é extremamente desconfortável, falsa e prejudicial à saúde, pelas altas tensões musculares proporcionadas.
O PESCOÇO
A postura do pescoço está determinada pelos pés, joelhos, eixo corporal e pelo equilíbrio da cintura com os ombros. O pescoço necessita estar alinhado com a coluna, sem estar caído para a frente e muito menos para trás, mas sim perfeitamente equilibrado dentro do eixo corporal. Se o pescoço estiver alongado para cima, o trato laríngeo também estará alongado, passando a trabalhar em condições precárias; se estiver enterrado no peito, igualmente o trato vocal se vê aprisionado e sem possibilidade de realizar seus movimentos específicos.
ARTICULAÇÕES
Se as articulações estiverem muito tensas, no máximo de seu estiramento, é bem provável que o cantor tenha problemas na emissão das palavras e na produção da voz, portanto o relaxamento das articulações e músculos é fundamental estar presente na rotina de nossa vida.
RELAXAMENTO
A produção sonora do ser humano está ligada organicamente como um todo; desde a postura corporal ao funcionamento íntimo de órgãos e sistemas biológicos, ao desempenho do padrão de pensamento de cada um, ao tipo de cultura que envolve o indivíduo, bem como o seu potencial econômico, enfim, todos esses fatores estão envolvidos no ato da fala. Um indivíduo tenso está sempre muito próximo dos problemas da voz. As tensões musculares são responsáveis por dificuldades respiratórias, articulatórias e demais envolvimentos da produção da voz e da fala. Existem vários tipos de relaxamento, dependendo do nível de tensão que podemos estar sofrendo, e em se tratando de corpo e emoções é recomendável que se cuide de cada caso individualmente.
Um tipo de exercício que pode ser feito independente de análise é a soltura das articulações com movimentos giratórios lentos, indo do pescoço, ombros, braços até a cintura, joelhos e tornozelos. A energia psíquica flui melhor por um corpo relaxado, facilitando o contato com as emoções e a comunicação do cantor com o público.
RESPIRAÇÃO
A respiração é a base de toda a técnica de canto. A ela estão diretamente ligadas a afinação, colocação e volume da voz e resistência do cantor. Vejamos como funciona:
AQUECIMENTO
O ar, ao entrar no nariz, sofre um processo de aquecimento em virtude de uma grande concentração de vasos sangüíneos ali localizados e que se modificam segundo a alteração climática externa. Os vasos sangüíneos que irrigam a região contraem-se, segurando a circulação sangüínea por mais tempo quando a temperatura ambiente está baixa, dando a sensação que o nariz ficou gordo por dentro. Com este procedimento, a cavidade nasal fica muito mais aquecida, como uma estufa que vai favorecendo assim o ar que, na sua passagem pelo nariz, vai recebendo o aquecimento necessário ao bom funcionamento orgânico. No entanto, se o dia estiver quente, os vasos sangüíneos permitem uma circulação mais ativa, como se o nariz estivesse muito amplo. Essa regulagem calórica trabalha muito a favor do cantor, que só deve permitira entrada buco-nasal do ar em ambientes cobertos. Quando estiver ao ar livre, a entrada de ar deve ser feita pelo nariz, principalmente se estiver frio, evitando sempre que possível, que o ar gelado perturbe a mucosa da faringe ou mesmo da laringe, de onde poderia advir uma rouquidão indesejada.
FARINGE
É um tubo músculo membranoso que se inicia na base do crânio e segue até a Sexta vértebra cervical, onde tem continuidade com o esôfago e com a laringe, ocorrendo neste ponto o cruzamento dos sistemas digestivo e respiratório.
LARINGE E CORDAS VOCAIS
A laringe abre-se na base da língua. Situa-se na parte mediana do pescoço, comunicando-se com a traquéia na parte inferior e com a faringe na parte superior. Na laringe encontramos as cordas vocais, responsáveis pela produção do som. O treino da técnica vocal (vocalizes) irá atuar nas cordas vocais como exercícios de alongamento, fazendo elas irem de sua posição dilatada (sons graves) para a alongada (sons agudos) várias vezes, buscando aos poucos uma maior elasticidade que se refletirá em aumento da tessitura vocal e maior precisão na afinação das notas.
DIAFRAGMA E PULMÕES
O diafragma é um grande músculo em forma de cúpula, de concavidade inferior, que separa a cavidade torácica da abdominal. Ele fica abaixo dos pulmões, que são a principal área de ressonância das notas médio-graves.
Quando inspiramos, o diafragma desloca-se para baixo, deslocando a cavidade abdominal e ampliando a cavidade torácica, enquanto os músculos intercostais dilatam as costelas, promovendo uma pressão negativa em relação ao meio ambiente, induzindo-se o ar para dentro dos pulmões, como se fosse uma máquina de sugar instalada na base pulmonar. Teremos então a região abdominal e intercostal dilatadas, o que não deve acontecer com a parte alta do peito, que permanecerá relaxada para facilitar a liberação do ar na expiração. Nesta etapa, os músculos dilatados agora se contraem, empurrando a parte baixa dos pulmões, expulsando o ar para cima. Durante o ato de cantar, estes músculos devem ficar rígidos, mantendo a pressão nos pulmões para que tenhamos o apoio necessário para manter a voz corretamente colocada, sem ter que buscar força adicional na região da garganta. Enquanto cantamos, mantemos sempre uma reserva de ar na parte baixa dos pulmões, repondo apenas o ar gasto para a emissão das notas, o que nos dá condições de fazer inspirações curtas entre as frases cantadas. Óbvio que em frases ou notas longas podemos utilizar todo o ar armazenado.
ÁREAS DE RESSONÂNCIA
São as regiões ocas do nosso corpo onde o som se amplifica. As principais são: pulmões (ressoa notas graves e médias) e cabeça (ressoa notas agudas). Na cabeça temos a região nasal, que pode ser usada para realçar os timbres médios e metálicos da nossa voz. É importante lembrar que todo o aparelho respiratório serve como ressonância para os sons, e para manter uma voz sempre brilhante e jovem deve-se buscar as ressonâncias da face.
ARTICULAÇÃO
Para aproveitar da melhor maneira possível as áreas de ressonância (principalmente da face), devemos trabalhar a articulação dos sons. A musculatura da face combinada com o movimento dos lábios e maxilar ajudará a projetar o som para fora, dando mais volume e precisão na dicção das palavras. Além dos exercícios musculares para a face, que vão melhorar a dicção, devemos dar atenção especial ao trato da articulação das vogais, pois este ponto é de vital importância para a boa colocação da voz, explorando as áreas de ressonância e não deixando o som destimbrado e opaco.
A - É - Ó - Sons claros e abertos. Na posição da fala não se pode cantar. Para vencer a extensão das escalas com a emissão perfeita destas vogais, temos que ovalar a boca. Com esta posição o som recua para o fundo da garganta e vibra no palato mole, entrando para a ressonância alta, e projetando-se timbrado.
Ô - Ê - I - U - Sons escuros e fechados. O movimento labial faz com que eles se projetem para frente. Nas notas agudas o maxilar cai deixando a boca ovalada.
Ê - I - Estas duas vogais merecem atenção pois são horizontais, e para se projetarem usamos o sorriso, que os mantém vibrando no mordente até o centro da voz. Para atingir notas agudas, o sorriso permanece, porém a boca vai se ovalando em busca de um som arredondado e bem timbrado.
EXERCÍCIOS
1) Mastigar o m... com som nasal
2) Fazer TRRR... e BRRRR.... até acabar o ar.
3) TRRR... com modulação de som e movimento de lábio
4) Mastigar o m... e soltar as vogais abertas e fechadas - Ex. m... muá , m....muô
5) ECO : muámuámuámuá , muémuémuémué, etc.; com todas as vogais
6) Morder uma caneta ou rolha e contar até 100 articulando bem
7) Fazer com e sem rolha:
a) BDG b) PTK c) FSCH d) GDB e) KTP f) CHSF
PERCEPÇÃO
Esta é a área mais intimamente ligada com a afinação, pois diz respeito ao desenvolvimento do ouvido musical. Qualquer som emitido na natureza é uma vibração, portanto uma freqüência. Notas musicais nada mais são do que freqüências, emitidas de maneira ordenada dentro da faixa de percepção do ouvido humano. Se o ouvido musical não for treinado, o ato de cantar estará seriamente comprometido. Neste caso, vale ressaltar que percepção é basicamente sinônimo de concentração. Nós trabalhamos com dois tipos de memória: memória fotográfica e memória motor. A memória fotográfica registra os fatos, enquanto a motor simplesmente repete aquilo que registramos. Quanto mais concentrados estivermos no fato, mais facilmente este será incorporado, e mais rapidamente a memória motor estará atuando. Por isso é importantíssimo que na hora de se trabalhar a memória fotográfica o objeto de estudo seja registrado sem erros. Isto vale não só na percepção, mas também na incorporação da respiração, articulações e técnicas de canto, que devem ser estudadas em períodos curtos e várias vezes ao dia, sempre com regularidade e disciplina, para que surtam efeito. No caso da percepção, os exercícios serão elaborados em cima dos intervalos musicais, dentro da tessitura vocal do aluno. Os vocalizes também ajudam muito nesse processo.
RELAXAMENTO NO CANTO
Diana Goulart:
Atenção: Os exercícios aqui apresentados não substituem, em nenhuma hipótese, uma aula com um professor de canto. Os principais objetivos deste site são:
Mostrar a importância de estudar técnica vocal, tanto para o cantor profissional como para o amador.
Mostrar que é possível estudar técnica vocal voltada especificamente para o canto popular. É claro que alguns pontos vão ser iguais aos do canto lírico (afinal, o instrumento é o mesmo!), mas a forma de apresentar os exercícios é diferente - segue a estética da música popular.
Oferecer aos alunos de canto popular uma espécie de "apostila". Assim eles poderão intensificar o treinamento feito em aula, otimizando o aprendizado.
Iniciar um processo de troca de idéias entre alunos, cantores, professores de canto e outros profissionais da voz.
O relaxamento evita que você sobrecarregue o seu corpo com tensões e desgastes desnecessários. E no caso do cantor, o seu instrumento é o próprio corpo!
Você estuda, trabalha, namora, enfrenta o trânsito ... É claro que é quase impossível estar permanentemente relaxado. E o pior é que muitas vezes você não se dá conta do quanto esta tensão se reflete nos seus músculos - principalmente pescoço, ombros e costas. A nossa idéia é facilitar a consciência corporal - quer dizer: com estes exercícios, você pode melhorar a percepção do que acontece com seu corpo num dado momento.
Estes exercícios não foram inventados por mim, mas reunidos em diversas aulas de canto, de yoga e de tai-chi. Existem várias formas de relaxar, e acredito que o melhor é ir experimentando estas (e outras) diferentes maneiras, até encontrar as suas técnicas preferidas.
Observação: Tente adquirir o hábito de "monitorar" a tensão muscular. Você pode fazer isso em qualquer situação do dia-a-dia: observe sua postura, por exemplo, ao digitar ou segurar o mouse. Será que não está dispendendo mais energia do que o necessário? Faça uma pausa de alguns minutos, use um destes exercícios e retorne ao trabalho.
Exercício 1
Bem devagar, faça movimentos com a cabeça: primeiro para a frente, como se fosse encostar o queixo na base do pescoço; para trás, fazendo o queixo apontar para o teto; para cada um dos lados, como se fosse levar cada orelha ao ombro (atenção: não eleve o ombro, é a cabeça que se move!).
Exercício 2
Sempre devagar, faça movimentos de rotação com a cabeça. Deixe os ombros relaxados. Se ficar tonto, leve a ponta da língua ao céu da boca e aperte.
Exercício 3
Faça movimentos circulares de rotação com os ombros - primeiro de trás para a frente, depois invertendo a direção.
Exercício 4
Em pé, procure alcançar o teto com as mãos. Tente sentir a musculatura se alongando, especialmente a dos braços e as lateraisl do tronco. Então, deixe o corpo "desabar" para a frente, com as mãos em direção ao solo. Deixe a cabeça relaxada também (não tente olhar para a frente). Vá então levantando bem devagar, começando sempre pela cintura - a cabeça será a última a voltar à posição ereta.
Exercício 5
Esfregue as mãos para aquecê-las. Massageie então o seu pescoço, começando atrás das orelhas e descendo até os ombros. Descubra onde estão os pontos mais tensos e tente "acalmá-los" com as pontas dos dedos.
Exercício 6
Deitado, contraia apenas os dedos dos pés. Observe a sensação de estar assim tenso. Então, relaxe os dedos. Agora, observe bem a diferença entre estar tenso e relaxado. Repita esta experiência com cada parte do corpo - pé, batata da perna, joelho, até chegar ao rosto. Tente vivenciar plenamente o contraste entre tensão e relaxamento.
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